O evento promoveu o intercâmbio de conhecimentos teóricos e práticos no segmento. O encontro aconteceu no distrito de Anauerapucu, na Zona Metropolitana de Macapá, no sábado (25).
O Sistema FAEAP/SENAR/Sindicatos Rurais promoveu, no último sábado (25), o “Dia de Campo da Piscicultura: criação de peixes nativos em Sistema de Bioflocos”, no distrito de Anauerapucu, em Santana, na Zona Metropolitana de Macapá. O evento, promovido pelos programas Agronorte e Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do SENAR, reuniu produtores rurais, técnicos e lideranças do setor com o objetivo de disseminar boas práticas de manejo e apresentar novas tecnologias voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do pescado no estado.
Com foco no empreendedorismo e na modernização do campo, o encontro abordou temas essenciais para o sucesso da atividade, com destaque para a Tecnologia de Bioflocos (BFT). O sistema, que permite a criação de peixes com baixo consumo de água e alta densidade, foi apresentado como uma alternativa sustentável para aumentar a rentabilidade das propriedades, reduzindo custos com ração e otimizando o uso do espaço físico.
De acordo com o superintendente do SENAR/AP, Francisco Rocha, o Dia de Campo vai além da transmissão de conhecimento técnico, promovendo também a integração entre produtores e o fortalecimento de redes de relacionamento no setor.
“O Senar Amapá trabalha com diversas cadeias produtivas, e uma delas é a piscicultura. Para fortalecer esse segmento, realizamos o Dia de Campo envolvendo produtores de vários municípios atendidos pela instituição. Temos um grupo de 150 produtores atendidos nesse setor, formando uma articulação estratégica entre regiões como Serra do Navio, Tartarugalzinho e a Zona Metropolitana de Macapá, que já são referências na produção”, explicou.
Aplicação inteligente
Para proporcionar uma experiência mais completa, o Dia de Campo apresentou, na prática, desde o manejo até ferramentas de gestão que auxiliam o produtor a expandir seu negócio. Carolina Ferreira, técnica de campo do SENAR/AP e uma das instrutoras do evento, destacou que a eficiência na piscicultura está diretamente ligada à qualidade da água.
“A gente costuma dizer que não cria peixe, mas sim água. Não há êxito sem o acompanhamento de parâmetros essenciais, como temperatura, pH, amônia, alcalinidade e oxigênio dissolvido. Durante o evento, mostramos aos produtores como monitorar esses indicadores, quais equipamentos utilizar e como corrigir possíveis alterações”, afirmou.
As estações do Dia de Campo abordaram, de forma prática, a tecnologia de bioflocos, a qualidade da água na piscicultura e o mercado de peixes no Amapá. O evento também contou com a palestra do engenheiro de pesca Jenner Menezes, consultor convidado do estado de Rondônia.
Piscicultor há quase uma década, Antônio Augusto destacou que o intercâmbio de experiências permite a aplicação imediata dos conhecimentos adquiridos.
“Agora eu entendo melhor como criar peixes em cativeiro de forma mais eficiente, por meio do BFT. É um conhecimento novo para mim. Antes, meus tanques eram escavados, mas agora já penso em migrar para o sistema com geomembrana, o que deve aumentar a produtividade e o lucro”, concluiu.
Macapá, 27 de abril de 2026
Daniel Alves
Assessor de Comunicação da FAEAP/SENAR-AP/Sindicatos Rurais
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